Enquanto amo distante,
Procuro lhe esquecer num porre.
Sou poeta inconformado,
Crente de que há chance,
Mesmo sem sentido algum...
Não aceito seu não jamais,
Pois não acredito na sua boca...
Ela é contraditória, inconstante, linda!
E seus olhos são reveladores,
Falam-me coisas que você nem diz...
Hoje eu bebi pra lhe esquecer,
Mas meu peito previa você!
Enquanto eu tentava lhe manter longe,
Distante do meu vago pensamento,
Acabo por te ver na fresta da janela
E tudo me vem de novo...
Penso ser ilusão, mas não bebi a tal ponto!
Imagino estar louco, mas loucura mesmo é amar!
Enfim, me entrego de novo ao medo,
Ao mundo inseguro do mirar...
Vejo-lhe ali, palpável, tocável,
Mas inacessível!
E, enquanto ébrio que fugia,
Voltei a ser completamente seu,
Sem fuga e sem você!

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