E quando eu botar a cabeça no travesseiro,
Lembrar daquele gostoso cheiro,
Vou saber o que é ser torturado novamente...
Estou mergulhando no mundo das trevas,
Estou com medo de dormir,
Estou com medo de ficar acordado,
Estou com medo de viver...
Caí do céu, voltei ao chão e morri pela primeira vez...
Sou pássaro que arrancaram as asas,
Criança sem pai, peito surrado, doído...
Ela levou meu sorriso, levou meus olhos,
Levou minhas noites, levou meu sono,
Meu sonho, minha alegria, meus motivos,
Minha disposição, minha confiança,
Minha força, minha voz, meu cantar...
Deixou apenas o que resta desse coração,
Que sangra hoje e não sei quando vai parar...
Não sei entender, não é pra entender...
É apenas pra abaixar a cabeça,
Se render ao fim, sem poder romper com isso,
Sem importar o que realmente deveria ser importante...
Simples, sem lógica, sem nexo, sem razão,
Sem um por que e nem pra que...
Apenas fim de um sonho,
Começo de uma realidade perversa...

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