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domingo, 2 de setembro de 2012

Não durma, Domingo!



Domingo... Deixe-me sonhar disposto!
Faça-me feliz, chore pra lá!
Posso te contar uma coisa?
Sou louco! Concorda? Diga que não!
Seu silêncio, meu som, solidão...
Fôlego, fogo, tudo mais acabou...
E agora, José?
Hey, José! José! Tá ai?
Sozinho...

Domingo, deixe-me dar-lhe um conselho:
Fuja da noite, não seja tão tolo,
Não durma de novo,
Não apague o fogo, quero me aquecer...
Não tire essa água que eu quero beber...
Não mate esse dia, não quero morrer!

Domingo! Olhe pro sol que está sumindo,
Chame essa chama enorme pra cima...
Leve a lua pra lá! Japão, do lado de lá, sei lá...
Não quero chorar, não quero parar,
Nem vou pensar que você está a se acabar...

Primeiro dia, por que sois tão último?
Pra quê tanta fraqueza, tanto declínio?
Não deite seus ombros sobre a noite,
Segunda não vem pra ser boa,
Nem vem pra alegrar meu sofrer...

Domingo! Não deite sozinho,
Fique comigo, não quero ver-lhe morrer,
E, depois, morrer contigo...

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