Estou novamente a escrever,
encanto-me com meus versos,
mas isso não é bom sinal.
Estou entristecido,
abatido e apanhando... de novo!
Não quero acreditar em erros,
nem culpar alguém por ser
assim...
Sou homem e sinto, uma mulher
ainda sente...
Talvez loucura, talvez solidão,
falar sozinho é costume
quando não se tem quem escute...
Sou novamente poeta sofrido,
cantador em noites triste,
voz que embala amores de outros,
silêncio que recorda o beijo...
Estou pegando meu violão,
mais uma vez a música se oferece
de amiga,
ombro que acolhe em horas
amargas,
reencontro que eu gostaria de
evitar...
Sou outro que chora igual,
sou mudança, sou igual,
sou paixão nova, sou igual,
sou a chance de ser feliz, sou
igual...
Enquanto não for visto como
diferente,
serei apenas mais um que passou,
que deixou marcas e se foi...

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