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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dói...

Dói demais o peso da ausência...
Dói mais ainda perder,
Ser derrotado e descartado,
Como peça antiga, escondida em meio à bagunça...
Dói procurar apoio e não encontrar,
Dói procurar aquele abraço que já não existe,
Dói perder a cumplicidade de dois jovens...

Dói! Dói sim!
Sou torturado, surrado e espancado,
Esquecido...
Dói lembrar aquele sorriso que não lhe arranco mais,
Perceber que outro homem lhe fez sorrir...
Não passo de peão caído,
Derrubado pelo touro do amor...

Dói imaginar tais beijos na boca de um outro,
Ver as mãos enlaçadas como no nosso primeiro encontro,
Ver que tudo é substituído,
Jogado no canto escuro da memória,
Naquele quarto perdido...

Dói saber que esses olhos mergulharam em outros,
Num outro olhar que não é mais o meu...
Dói pensar que tais palavras um dia ditas,
Foram trocadas por outras que desconheço...
Dói morrer pela primeira vez,
Dói ver fotos, imagens de outro alguém,
Um alguém que não sou eu...

Dói! Dói sim!
É dor que não sai dentro de mim,
E resta saber quem morrerá primeiro:
Essa dor infinita, ou o coração que bate em meu peito...

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