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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sólo Sol, amada Luna.

Ela sabe mexer comigo...
Me lembra a Lua que se exibe para o Sol.
Pobre Sol que não pode tocá-la, apenas contemplá-la. Se renova a cada dia, numa corrida contra a eternidade. Ele ama a Lua, mas nunca poderá tê-la. Nunca conseguirá beijá-la num dia de verão e nem abraçá-la numa noite de inverno.
Mas o Sol sabe demonstrar seu amor, e tem a esperança de que a Lua, um dia, lhe espere. É um infinito jogo da conquista, onde o Sol vai iluminando sua amada aos poucos, até que ela se encha de sua luz, e se mostre para cada ser amante.
E quando a Lua se enche da luz do Sol, ele perde suas forças, pois não consegue se manter distante e, como numa dolorosa despedida, a Lua vai se apagando até desaparecer.
Mas a força do amor se renova. O Sol todo dia se renova. E a Lua, também amante, se torna "Nova". E, a partir disso, o Sol vai reconquistando sua nova-velha amada.
É um amor tão profundo e misterioso que me peguei a refletir tentando revelar o que prende o Sol nessa contemplação sem retorno. E, numa noite em que a Lua estava plenamente cheia, eu descobri a resposta dessa pergunta:
O Sol ilumina a Lua e a deixa muito bela, pra que ela seja amada e venerada pelos poetas. Ele a torna tão reluzente, que faz o amor que existe no coração dos amantes se revelar e se declarar para a Lua. O Sol ama tanto a Lua que, mesmo sem poder amá-la e tocá-la , a ilumina pra que os poetas cantem e declarem as mais belas palavras de amor pra ela!

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