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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Ao lado dos meus


Não deveria me importar,
Talvez nem era pra ser da minha conta...
Eu poderia fingir que estou feliz,
Que está tudo bem,
Ignorar fatos e fatores casuais...
Poderia ser apenas mais um homem,
Trabalhador, expectador da realidade,
Telespectador dos programas de domingo...
Talvez eu nem me importaria,
Seria indiferente,
Culparia alguém e sairia com a mente limpa!

Mas me importo! E como me importo!
Não sei fingir que não vi,
Fingir que não sei, fingir que não sou!
É duro ver a realidade sugar vidas,
Homens, mulheres, crianças, idosos,
Chefes-de-familia, trabalhadores,
Incapazes, sonhadores,
Mera mão-de-obra...
Não sou indiferente nessa guerra,
Não dá pra ficar em cima do muro,
Uma muralha que protege os fortes,
Que oprime os fracos
E, pior ainda, os humilha...
Distância que é indigna,
Intrigante, obscura,  solitária...
Aos meus olhos, não posso parar!
Me importa sim e assim deve ser,
Porque já que tive que escolher um lado,
Escolhi estar ao lado dos meus!

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