Mais uma vez me enganei.
Sua presença é uma tortura insana.
Descobri o quanto dói tal paradoxo,
Aquela tal história:
“Perto dos olhos, longe de meu coração.”
Dói demais controlar um sentimento.
Arranca-me suor, suspiro,
Um louco que se faz de são.
Controlei minha vontade de te abraçar,
Segurei meus braços que queriam seus ombros,
Prendi meu fôlego quando senti seu perfume.
Tive que me segurar quando seus lábios estavam a centímetros.
Cortei-me por dentro, me fiz de aço,
De gelo, de homem determinado...
Doeu, tanto quanto sua ausência.
Só não consegui controlar meus olhos
Que te miravam apaixonados
Caçavam sua sobrancelha em pé,
Seus anéis, sua boca se mexendo...
Meus olhos não se controlaram
E te veneraram desde sua chegada,
Até sua cruel partida.

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