E mais uma vez ela vem do nada
E me leva ao nada, me devolve ao pó,
Como se eu fosse o chão por onde ela desfila sua graça.
Ela me mostra que tudo é novo
Mesmo parecendo aquele velho e enrugado passado...
Os trapos não mentem: o tempo passou
Os tons parecem ser os mesmos daquele dia
Na mesma hora em que ela me sorriu
E logo depois me abandonou.
Os dias são os mesmos, os tempos são outros
Mas como outrora, me faço o mesmo,
Como é possível no mundo dos loucos...
E ver você já não é meu hábito, mas ainda é meu vício.
E tal tormento se dissolve rápido,
Basta dizer meu nome e já sou seu... De novo!
E não há como correr... Nem pra quem fugir...
Pois ela me encontra, diz coisas que até o silêncio imagina,
E depois de um temido e desejado “eu te amo”
Vem um beijo e um adeus...

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