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domingo, 26 de junho de 2011

Eu sei

Eu sei...
Talvez minha poesia te incomode
E, quando eu a leio, você nem se importe.
Mas o que importa são as verdades ditas ao vento
Nem que seja por olhar, transmissão de pensamento.

Eu sei...
Que todo beijo é eterno
Mesmo que nem seja sincero.
O que a gente esquece de lembrar
A memória não consegue apagar.

Eu sei...
Que todo silêncio tem sons
Nem que seja o pulsar do coração dos bons
Ou dos maus que sussurram sua trama
Ou das coisas que o pensamento reclama.

Eu sei...
Que toda ressaca se cura
Que toda alma se torna impura
Que a vida corrompe o ser
Que a vida se limpa ao morrer.

Eu sei...
Que toda paixão há de se acabar
Que todo amor há de continuar
E que toda esperança convém
Quando se quer alcançar além.

Eu sei...
Que talvez a lua se compadeça de mim
Pois sabe que ninguém gosta de um fim
Mas enfim, toda noite se acaba em dia
Começo do fim, fim de poesia.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Versos Perdidos

Eu quero ver o meu limite e meu além
Para ver a presença de ninguém
E medir quão precioso era um vintém
E viver uma historia sem “mas” ou “porém”

Quero saber porque a flor de maio ainda não se é abril
Se é verdade que a felicidade ainda não fugiu
E logo que esse poema no papel se exibiu
Deixou o registro do que meu coração sentiu

Senti o medo da verdade incondicional
Senti que toda falsidade se torna banal
E vi que a vida tem a fragilidade de um cristal

Perdido entre as linhas do meu respirar
Sabendo que mesmo quando esse louco poema se acabar
Meu peito sofrido continuará a te amar

Me fazes refém

De que me vale um mês pra te esquecer
Se apenas 5 minutos me faz te querer?
Basta-me um pequeno toque
E já me esqueço das dores que provocaste
Um simples sorriso apaga teu pecado
Torna-te santa novamente.
Porque se a verdade me dói,
A sua mentira me cura.
Basta-me uma noite de sonhos
E esqueço o dia de angústias.
Sei que sempre em meu desespero
Vens devolver-me a esperança;
Quando te busco, foges de mim,
Quando fujo, vens perseguir-me.
Me busca, me usa, me chama
E corres para que eu te busque.
Vivo vencendo as batalhas contra esse amor
E em um segundo, vences a guerra...
Me fazes refém.